O bom Berro D’Água está de volta.

Quando eu era criança, me lembro de meus pais combinando com amigos para sair à noite e falavam:

“- A gente começa a noite no Berro D’Agua e depois esticamos… ”

😅 Lembro real!

Pois bem! O Berro D’água atravessou os anos 70, anos 80 e chegou aos 90 no século passado e agora volta, repaginado no século 21. De acordo com seu dono, Charles Mocó, o Berro nunca fechou… Deu um tempo e voltou amadurecido, revigorado e moderno como seus fiéis frequentadores!

E nessa vibe de reabertura fomos conhecer o Novo Berro D’Agua. A decoração ficou a cargo do próprio Charles Mocó, dando seu toque pessoal ao ambiente que mistura a boemia com modernidade: Uma varanda de frente para o mar, um espaço fechado e climatizado, o corredor do grande balcão do bar, onde amigos se reúnem em clima de burburinho e um salão no 1º andar – disponível para eventos.

Um antigo amigo da casa, “nosso” artista plástico Bel Borba presenteou Charles com uma gravura e um mural incrível formado a partir de garrafas de vinho. Coisa de gênio, mesmo. 🤩

A proposta do empreendimento continua a mesma: Boa Gastronomia e Cultura! Com a alma de um Club de Jazz dos anos 30/40, possui um palco de diversidades que contemplará lançamentos de livros, stand up, jazz, música instrumental, vinhetas de teatro e performances.

O espaço que abriu suas portas no começo de Setembro na Villa da Barra (ao lado do restaurante Pereira) tem como sócio o empresário português Vítor Hipólito, dono de 4 bares em Lisboa. A assinatura do cardápio – já já falamos disso – ficou a cargo do ex-sócio e amigo Charles Mocó, o francês Jacques Frappa, que veio ao Brasil especialmente para montar o cardápio e treinar a equipe do bar e cozinha. #CoisaPhyna

Tudo muito gostoso e bem feito, destaco aqui meus preferidos:

  • Drink: Gin tônica tropical, servido com um Canudo comestível. Sim, vc leu direito: canudo comestível. O meu era sabor MAÇÃ. Uma delicia! Mesmo não derretendo na bebida, era tão gostosinho que comi antes de acabar o drink! Kkkkk 🤷🏻‍♀️

De entrada, comemos o Filet aperitivo com Alho (no capricho!). Pleno, eu diria.

Depois veio a estrela da noite: o Polvo a Lagareiro: Saborosíssimo e está facilmente entre os 3 melhores pratos de polvo de Salvador. Sério! Que tempero é aquele, minha gente!? 🤤 #Socorro

Seguindo a missão gastronômica provei o Filet ao Berro D’Água que vem acompanhado de batata gratinada (maravilhosa)! Costumo dizer que a “prova de fogo” de um filet é quando você pede a carne mal passada. Tem que saber fazer de verdade, se não erra o ponto e a textura.

Então vou dizer que o Filet do Berro D’Água passou no teste com louvor: textura, tempero, sabor e ponto da carne! #notadez

Ainda sobrou espaço pra sobremesa: Sorvete de creme e mousse de chocolate: Mistura perfeita.

Vida longa ao Berro D’Água!

Que venha muito entretenimento pra gente curtir e compartilhar muita coisa boa por aqui.

*Fotos autorais: Patricia Guerra para Guia Salvador. Direitos Reservados.

O BERRO – POR CHARLES PEREIRA

“Nas décadas de 70 / 80, nas galerias de arte em Salvador,  os artistas famosos tinham acesso. Em maio de 75, inauguramos o Berro como Bar Restaurante e galeria de mostra de artes plásticas, inclusive  dos jovens talentos que surgiam na cidade. Passou pelo Berro: Angela Cunha, numa coletiva com Bel Borba, Mario Cravo Neto, Renato da Silveira, Pierre Verger, dentre outros. Também apoiávamos as vernissages em Galerias de arte,  comunicávamos o movimento de cultura da cidade confeccionando cartazes. Éramos uma espécie de agenda cultural de Salvador. Através desse movimento, atraímos uma clientela intelectual de artistas nacionais e internacionais. Comemoramos no Berro o aniversário de Roberto de Niro acompanhado de Heitor Reide tivemos a visita de Michael Douglas,  Caetano Veloso,  Gilberto Gil, Luis Melodia, Vinicius de Moraes, Luiz Jasmim, Nonato Freire, Nilda Spencer, Nina Hagen e todos os craques da publicidade baiana – que se reuniam naa casa, às segundas, para grandes reuniões regadas à muita criatividade.”

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